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quinta-feira, 11 de novembro de 1999
Por Wilson Tosta 
Rio, 11 (AE) - O presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, afirmou hoje que o governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), terá que apoiar o candidato a prefeito da capital que for escolhido pelo partido. O PDT defende candidato próprio. Já Garotinho repete que sua candidata é a vice-governadora petista Benedita da Silva. "Penso que ninguém deve apostar na hipótese de que nosso partido tenha um candidato à prefeitura, e o governador tenha outro", disse o dirigente pedetista. "O candidato de nosso partido terá que ser o do governador, e vice-versa."
O presidente do PDT contestou as afirmações de Garotinho, que costuma dizer que seu partido fez um acordo para apoiar Benedita em 2000. "Ele pode ter adquirido essa impressão, mas seria um compromisso sem nenhum sentido, pois como poderíamos assumi-lo sem consultar o partido?" Segundo o dirigente pedetista, quem escolherá o candidato a prefeito será o partido. "E o governador?", perguntou. "É uma opinião de peso", disse
admitindo a hipótese de Garotinho ser contrariado em sua escolha. Entre os partidos de esquerda, avalia-se que o governador, ao acirrar os ânimos internos do PT, chamando-o de "partido da boquinha", por supostamente ter fome por cargos públicos, tentou inviabilizar a candidatura de Benedita, para poder apoiar quem quiser em 2000.
Brizola repetiu que está cumprindo um período de "trégua" em suas divergências com Garotinho. Indiretamente fez um paralelo entre a ação do governador, em sua movimentação para ser candidato à Presidência, e o presidente Fernando Henrique Cardoso, em sua luta pela reeleição, durante o seu primeiro mandado. "O País vive uma situação desastrosa, e tudo se deve à violação das boas práticas do regime presidencialista", disse ele. "Está aí o resultado." Brizola negou, porém, que estivesse fazendo uma comparação.
Encontro - O dirigente pedetista participou hoje de uma reunião do Fórum Permanente, criado por PDT, PT, PSB, PCB e PC do B, para fechar a proposta de conselho político do governo estadual. Pela proposição, o órgão será presidido pelo governador e composto pela vice-governadora, secretário de Governo e representantes dos partidos. Serão 21 membros. Sua função será consultiva. A criação do conselho é uma reinvindicação dos partidos que elegeram Garotinho e agora o acusam de ser centralizador e de não ouvir a sua base.


