Pristina, 11 (AE-AP) - Os líderes da minoria sérvia de Kosovo acusaram nesta quinta-feira (11) os mantenedores de paz internacionais de reduzir propositalmente o número de sérvios assassinados para encobrir sua falha na proteção de comunidades não-albanesas na província.
Um comunicado do Conselho Nacional Sérvio, divulgado pela agência de notícias Beta, foi lançado em Belgrado em resposta aos números apresentados ontem pela Organização do Tratado do Atlântico Norte. Segundo a Otan, 379 pessoas foram assassinadas em Kosovo desde junho, sendo 135 sérvios.
O comunicado sérvio, no entanto, dava conta de 357 sérvios assassinados e 450 sequestrados desde a entrada das tropas de paz até o dia 1º de setembro. Segundo o documento, os dados para os meses de setembro, outubro e novembro ainda estão sendo coletados.
Enquanto recentes números do censo não estão disponíveis, a população albanesa étnica de Kosovo era de cerca de 2 milhões antes do início da ofensiva sérvia. Acredita-se que a maioria voltou para casa depois de soldados de paz internacionais entrarem na província após o fim dos bombardeios da Otan.
A população sérvia, originalmente de cerca de 200.000 pessoas, foge de ataques promovidos por albaneses étnicos atrás de uma vingança pela ofensiva sérvia que deixou 10.000 mortos. Acredita-se que a atual população sérvia em Kosovo seja de apenas algumas dezenas de milhares de pessoas.
Os números apresentados quarta-feira pareciam comprovar as preocupações de ataques em larga escala contra sérvios devido à etnia.
Enquanto os mantenedores de paz da Otan tentavam combater o crime com firmeza, o presidente da Junta dos Chefes de Estado-Maior dos EUA, general Henry H. Shelton, expressou frustração crescente nesta quinta-feira pelo lento avanço do progresso para ajudar Kosovo a retornar à normalidade após as consequências causadas pela guerra.





