Washington, 11 (AE-AP) - Apesar de recomendações da bancada republicana da Câmara dos Representantes, o presidente Bill Clinton não quis incluir Cuba na lista dos países usados como rota para o tráfico de drogas para os Estados Unidos.
Todos os 26 países incluídos na lista deste ano são reincidentes: Brasil, Afeganistão, Bahamas, Bolívia, Mianmar, Camboja, China, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, Haiti, Hong Kong, Índia, Jamaica, Laos, México, Nigéria, Paquistão, Panamá, Paraguai, Peru, Taiwan, Tailândia, Venezuela e Vietnã.
O porta-voz do Departamento de Estado, James P. Rubin, disse que numa avaliação promovida por agências americanas chegou-se à conclusão de que não foi detectado o envio de carregamento de cocaína através do território cubano ou a partir de alguns de seus portos para os Estados Unidos no primeiro semestre de 1999.
O presidente do Comitê de Relações Internacionais da Câmara, Benjamin Gilman, criticou energicamente a decisão de Clinton.
"Existe clara evidência que demonstra que grandes quantidades de drogas ilegais são enviadas aos Estados Unidos através de território cubano, de seu espaço aéreo e de suas águas territoriais", garantiu.
As nações incluídas na lista podem ser sujeitas a sanções econômicas se for comprovado que não cooperam com os esforços dos Estados Unidos contra o tráfico. Todo ano é realizado um processo de avaliação, que é concluído em março.





