Belém, 11 (AE) - A menina Larissa Brito Espíndolas, de 2 anos, foi espancada até a morte por seu pai, o pedreiro Valdecir Espíndola. O pederiro confessou o crime no final da tarde de hoje ao delegado Armando Mourão. "Bati nela porque urinou na cama", contou. Espínola chegou a simular um sequestro e desaparecimento da filha, cujo corpo foi encontrado ontem dentro de um saco plástico na estrada de Curuçambá, na periferia de Belém. O delegado está apurando a participação da mãe da criança no crime.
Foi Izelina Santos Brito que comunicou à polícia o desaparecimento da filha. Depois, quando soube que o corpo havia sido encontrado na estrada, distante mais de um quilômetro da residência da família, o casal passou a dizer aos vizinhos que Larissa havia sido levada e assassinada por dois homens que estavam em uma bicicleta. O laudo do Instituto Médico-Legal acabou desmontando a farsa. A garota apresentava várias escoriações pelo corpo, principalmente na cabeça.
Alguns vizinhos já haviam telefonado para a polícia denunciando o pedreiro por espancar a menina. Durante o enterro, hoje, o clima era de revolta entre os vizinhos. A polícia chegou na hora em que o pedreiro retornava do enterro e o deteve para interrogatório. Na frente de jornalistas ele negou insistentemente o crime. Mas acabou confessando quando o delegado Armando Mourão, durante o interrogatório, exibiu-lhe o laudo do IML. Os presos da Delegacia da Cidade Nova avisaram que se Espínola for colocado na mesma cela que eles, será morto.

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