São Paulo, 11 (AE) - Muitos donos de escolas que oferecem ensino a distância estão indignados com o descredenciamento, ontem, pelo Conselho Estadual de Educação (CEE), de 73 das 122 instituições dessa área no Estado. A alegação foi a de que os cursos não tinham metodologia e sistema de avaliação adequados a esse tipo de ensino.
"Essa atitude não tem precedentes; até o Ministério da Educação, quando avalia cursos superiores, concede prazo para que os considerados em condições inadequadas se adaptem", diz Rafael Gimenez, dono do Colégio Cedac, um dos descredenciados. "O CEE devia fazer o mesmo", sugere. Ele acredita que o descredenciamento sumário aborta precocemente experiências importantes que estão sendo feitas numa área estratégica como o ensino a distância, na qual o País engatinha.
O presidente do Sindicato dos Supletivos de São Paulo, Washington Melo, concorda: "O CEE pôs no mesmo saco escolas que vendiam diplomas e instituições sérias."
Além disso, 12 das 73 escolas anunciadas como descredenciadas para oferecer ensino a distância jamais estiveram credenciadas para isso. As 12 pleitearam pela primeira vez credenciamento para essa área - o que lhes foi negado. São elas: Esc. Archimedes, de Sorocaba; Esc. Daticom, da capital; Curso Fênix, de Ribeirão Preto; Col. Procotil; Inst. Evolução, de Jundiaí; Esc. Ens. Médio Completo, de Bauru; Esc. de Ed. Bás. e Prof. N.S. das Dores; Retomada-Ensino a Distância, de Araçatuba; Col. São José, de Ribeirão Preto; Col. Ayrton Senna, da capital; CPR, de Campinas; e Col. Laborescol. O equívoco foi admitido pelo presidente do CEE, Arthur Fonseca Filho.

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