São Paulo, 11 (AE) - O promotor Norton Geraldo Rodrigues da Silva afirmou não ter necessidade de identificar cada uma das pessoas que compraram ingressos para a sessão das 21h15 da sala 5 de cinema do MorumbiShopping para acusar o estudante de medicina Mateus da Costa Meira de três homicídios e 63 tentativas de homicídio. "O fato de não localizar essas pessoas não me impede de imputar-lhe esses crimes de forma alguma."
Na semana passada, Meira entrou no cinema com uma submetralhadora e descarregou a arma na direção da platéia que assistia ao filme Clube da Luta.O promotor chegou à conclusão de que Meira quis matar todas as pessoas que estavam no cinema. Para o promotor, ele só não conseguiu seu objetivo por erro de pontaria e por falta de capacidade no manuseio da arma.
O advogado Eduardo Pizarro Carnelós, que defende Meira, declarou que o promotor terá de provar se eram 67 as pessoas que estavam na platéia, incluindo o estudante. Ele criticou a reconstituição e a exigência da presença de seu cliente. "O show só não virou uma arena de circo romano porque o juiz-corregedor Maurício Porto não permitiu que a TV transmitisse ao vivo."
Carnelós afirmou que não está lutando para tirar Meira da cadeia. "Não estou afirmando ser ele inimputável; quero que seja submetido a um exame." Para o advogado, o estudante precisa de tratamento em local adequado.





