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quinta-feira, 11 de novembro de 1999
Por Chico Araújo, especial para a AE 
Brasília, 11 (AE) - O Sistema Único de Saúde (SUS) vai bancar exames de densitometria óssea - que detecta a osteoporose - em toda rede pública de saúde. A osteoporose é uma doença que causa a diminuição da massa óssea dos indivíduos, principalmente em mulheres, e atinge, segundo estudo da Sociedade Brasileira Densitometria Clínica, cerca de 5 milhões de mulheres com mais de 45 anos no País. Segundo o estudo, 2,4 milhões dessas mulheres sofrerão fraturas e 200 mil correrão risco de vida.
A inclusão do exame na tabela do SUS foi determinada hoje pelo Ministério da Saúde. Cada exame, que custará R$ 54,00 ao SUS, leva apenas 15 minutos para ser realizado e assemelha-se a uma rediografia computadorizada. O exame estará disponível nos hospitais públicos para mulheres acima de 40 anos e homens com mais de 60 anos. As principais consequências da osteosporose são fraturas nas vértebras, no punho e no colo do fêmur. Um estatística da Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que 20% dos pacientes morrem entre seis e 12 meses após a fratura. Segundo o Ministério da Saúde, a maior incidência de osteosporose ocorre em mulheres na fase pós-menopáusica (ou seja
após a cessação da menstruação), atingindo uma em cada quatro mulheres brancas. As mulheres negras, segundo dados do ministério, correm menos riscos de ter osteosporose. É que as negras, segundo esses estudos, têm cerca de 12% a mais de massa óssea.


