Boituva, SP, 11 (AE) - O delegado de Boituva (SP), André Marinho Bonan, espera contar com as filmagens da ação dos militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) que destruíram o pedágio do quilômetro 111 da Rodovia Castelo Branco, anteontem (10), para prender os demais envolvidos na depredação. Até hoje, apenas seis dos 105 sem-terra detidos pela polícia tinham sido presos, após ser comprovada sua participação no ataque às 11 cabines do pedágio. Eles foram autuados em flagrante por roubo qualificado, incêndio e danos.
Com a análise dos filmes, o delegado acredita ser possível identificar outros depredadores. As câmeras instaladas nas cabines também foram depredadas pelos militantes, mas o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) conseguiu recuperar alguns filmes. As fitas serão remetidas ao delegado. Hoje, a polícia de Boituva ficou de prontidão ao tomar conhecimento de que os sem-terra pretendiam realizar protestos contra as prisões. Até o fim da tarde, não havia ocorrido manifestações.
Os seis militantes presos, Benedito Ismael Alves Cardoso
Rosalino Bispo de Oliveira, Élvis Vieira Ferreira Lima, Edmar Pereira dos Santos, Odair Marcos da Rosa e Valquimar Reis Fernandes foram transferidos para várias cadeias da região. Advogados do MST entraram com pedidos para a libertação dos presos, mas até a noite não tinham conseguido a soltura. Prejuízo - O DER avaliou os danos em R$ 140 mil. Outros R$ 55 mil deixaram de ser arrecadados hoje, com as cabines fora de operação. O órgão estadual pretende reabrir amanhã, a partir das 12 horas, quatro das cabines depredadas, suspendendo a passagem livre. Após as 18 horas, outras duas devem entrar em operação. O pequeno número de cabines em operação, aliado a um aumento de 30% no movimento normal, em razão do feriado prolongado, devem causar congestionamentos na pista sentido capital-interior.

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