PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de novembro de 1999
Por Liana John 
São Paulo, 11 (AE) - O Ministério do Meio Ambiente, MMA, fez um grande esforço, neste ano de 1999, para reunir os especialistas de cada ecossistema brasileiro em workshops e, com bases científicas, definir prioridades de conservação da biodiversidade relacionada a estes ecossistemas. E, para não perder a imensa quantidade de informações e dados gerados, nem correr o risco de ver o esforço engavetado na burocracia, recorreu à experiência da Fundação André Tosello, de Campinas, SP, que mantém a Base de Dados Tropical on line há mais de 5 anos.
Os pesquisadores e técnicos da fundação aliaram os resultados dos workshops a dezenas de bancos de dados e milhares de páginas-web pré-existentes para criar uma rede de informação em biodiversidade, apelidada de BINbr, sigla do nome, em inglês, Biodiversity Information Network - Brazil. A rede funciona num sistema CGI especificamente adaptado, isto é, ao receber uma consulta, o sistema acessa bancos de dados textuais, relacionais e páginas-web, desenvolvendo a resposta numa página do tipo html
construída na hora para atender a demanda do usuário.
A rede já está no ar, acessível a qualquer internauta, "com o objetivo de tornar as informações sobre a diversidade biológica (dispersas por grande número de instituições e pessoas) disponíveis para estudos científicos, para a tomada de decisões políticas e administrativas e para programas de educação", como está na página de apresentação da BINbr. "É importante o conhecimento dos nossos recursos para que possamos definir mecanismo de conservação e uso sustentável", observa Dora Ann Lange Canhos, da Fundação André Tosello.
A BINbr também tem um braço na escola. Junto com 21 professores da Escola Comunitária de Campinas, a Fundação André Tosello está produzindo materiais e gerando metodologias para usar as disciplinas tradicionais - História, Geografia, Matemática, Português, etc - na educação ambiental. "Até o início do próximo ano pretendemos definir a melhor metodologia e faixa etária", diz Dora Ann Canhos. A experiência será divulgada na rede de informação e deverá chegar à escola pública no próximo ano.
Treze pesquisadores e técnicos da André Tosello trabalham na BINbr há quase três anos, com recursos de 1,4 milhões de reais, obtidos do Tesouro Nacional e do Fundo Ambiental Global, GEF. O projeto ainda tem mais um ano e meio pela frente.
Maiores informações com Dora Ann Canhos pelo endereço eletrônico [email protected] ou do telefone (19) 2427022.


