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quinta-feira, 11 de novembro de 1999
Por Maria Fernanda Delmas 
Rio, 11 (AE) - A Petrobras, a Companhia Suzano de Papel e Celulose e a Unipar assinaram hoje um protocolo de intenções para a construção do Pólo Gás Químico do Rio, que prevê que a Sociedade de Propósito Específica (SPE) para o projeto deve ser constituída até 30 de novembro. Até lá, a Petrobras deve decidir se mantém os 16,5% de participação no Pólo ou aumenta sua fatia.
"Ainda não decidimos sobre essa participação", afirmou o presidente da Petrobras, Henri-Philippe Reichstul. O diretor da divisão petroquímica da Suzano, Armando Guedes, afirmou que a constituição da SPE é "vital" para as captações financeiras do Pólo, e, apesar de as empresas estarem trabalhando para não fugirem do prazo, a definição das participações pode sair em 60 dias.
Pelo desenho inicial, Suzano e Unipar teriam 50% cada da Rio Polímeros, que, por sua vez, teria 70% da Rio Eteno, a produtora do Pólo. A Petrobras teria os outros 30%. Em uma primeira etapa, surgiria uma estrutura abaixo dessa: a Rio Eteno teria 55% da Riopol, comercializadora da produção, e a Petrobras
45%. Isso diluiria a participação da Petrobras para 16,5%. Não se sabia se, após as captações, o Pólo eliminaria a estrutura da Riopol, voltando à participação de 30% da Petrobras.
"Conversamos com bancos e decidimos caminhar para ter uma empresa só na operação toda, que poderia ser a Rio Polímeros", explicou Guedes. Mas os acionistas não definiram que participação final caberá a cada um. Mais adiante, um novo sócio pode entrar em cena: a Petroquímica União (PQU). O diretor da Suzano reconheceu que os sócios já conversaram com a PQU, mas estão com as negociações interrompidas para resolver a criação da SPE.
O Pólo Gás Químico custará US$ 900 milhões. Segundo o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Andrea Calabi, um terço virá dos acionistas, um terço do banco e o restante terá de ser captado no mercado, provavelmente junto a fornecedores.


