Rio, 11 (AE) - O diretor da Divisão Petroquímica do Grupo Suzano, Armando Guedes, afirmou hoje que a empresa "provavelmente não será compradora" dos ativos que os grupos Odebrecht e Mariani e o Banco Central pretendem vender no Pólo de Camaçari. "Na grande maioria, não são negócios que dizem respeito à Suzano", informou o diretor. Segundo Guedes, a Suzano também pode ser vendedora. "A Politeno vai bem, mas podemos vendê-la se tivermos uma boa proposta."
A Politeno, uma das empresas que compõem o Pólo de Camaçari, produz cerca de 350 mil toneladas por ano de polietileno, o mesmo produto que será feito no Pólo Gás-Químico do Rio, do qual a Suzano é sócia. O polietileno é um termoplástico que serve de matéria-prima para numerosos produtos
desde embalagens até itens da construção civil.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está apoiando a reestruturação do setor petroquímico.
Mas o diretor de Operações Industriais do banco, Eduardo Rath Fingerl, afirmou que ainda não analisou o comunicado das companhias e do Banco Central e, por isso, não definiu sua participação no financiamento das operações.

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