São Paulo, 11 (AE) - A Odebrecht Química, Econômico S.A. e Petroquímica da Bahia assinaram hoje um Protocolo de Entendimentos com a intenção de, em conjunto, vender os ativos que possuem no Pólo Petroquímico de Camaçari (BA). Segundo comunicado divulgado ontem pelas companhias, a venda poderá incluir as participações nas companhias Trikem S.A., Ciquine Cia. Petroquímica e Polialden Petroquímica. Em razão da notícia, a Bovespa suspendeu hoje os negócios com ações dessas empresas na Bolsa.
Meses de reuniões foram necessários para que os grupos Mariani (que controla a Petroquímica da Bahia), Odebrecht e o Banco Central (que herdou participação no Econômico após a intervenção), decidissem vender em bloco os ativos que possuem no pólo baiano. Os grupos detêm participação também na Ciquine e outras companhias.
As vendas em bloco permitem valorização dos ativos, explicou um executivo que participou das negociações. Há tempos que o BC ensaiava vender a participação do ex-Grupo Econômico em Camaçari, onde tinha uma holding, a Conepar, que participava de várias companhias. Ainda não há uma data para a venda dos blocos nem detalhes de como será feita a negociação.
O Grupo Mariani já havia manifestado a intenção de deixar a área petroquímica - o que fará agora. A Odebrecht também vê no momento a oportunidade de capitalizar suas operações no Pólo Petroquímico do Sul do País.
Por isso, decidiu colocar à venda a Trikem, dentro do pacote de venda de Camaçari. A Trikem fechou o acumulado do ano, até 30 de setembro, com prejuízo de R$ 140 milhões.
Preços - Os grupos Mariani e Odebrecht consideram o momento propício para a venda de indústrias petroquímicas, principalmente porque os preços internacionais das resinas estão em alta, propiciando boas elevações nos faturamentos das companhias.
Dentro dos ativos que estarão à venda também há uma fábrica de resina PET que os grupos Mariani e Odebrecht têm em associação no Pólo de Camaçari.
Financiamento - Dentro do processo de reestruturação do setor petroquímico, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá entrar como financiador dos compradores ou até financiar outros empreendimentos do Grupo Odebrecht em outros pólos petroquímicos, como o do Sul.
O processo também permitirá ao Banco Central se ver livre da Conepar, a Companhia do Nordeste de Participações. A Conepar foi transferida para o BC com a intervenção no ex-Banco Econômico, que foi absorvido pelo Excel Econômico e hoje é do Bilbao Vizcaya. São ativos que pertenciam ao empresário ¶ngelo Calmon de Sá.

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