São Paulo, 11 (AE) - A AmBev divulgou nota hoje informando que rejeita a sugestão da Secretaria Especial de Acompanhamento Econômico de vender a Skol. A empresa acredita que essa condição será revista pela Secretaria de Direito Econômico e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nas fases decisivas do processo.
Para a AmBev, o parecer foi uma atitude desnecessária para a manutenção da livre concorrência de mercado e prejudicial aos objetivos que levaram a Brahma e a Antarctica a se associar. A retirada da marca e dos ativos da Skol até tornariam a AmBev menor que a própria Brahma.
A AmBev contesta também a qualidade técnica do parecer, que recomendou a venda de duas fábrica - Londrina (PR), e Nova Lima (MG) - desativadas há mais de seis anos. Além disso, segundo a AmBev, o parecer utiliza critérios geoeconômicos diferentes dos adotados pelos institutos que auditam o mercado há anos, como IBGE e Nielsen.
Mal-estar - A divulgação do parecer da secretaria também causou mal-estar no Cade. O presidente do órgão, Gesner Oliveira
disse que a divulgação do parecer "é uma inovação".
Gesner disse que a Lei da Concorrência (8.884/94) não proíbe a divulgação do relatório, desde que informações confidenciais não sejam reveladas. Ele ressaltou que tanto o parecer da secretaria quanto o da SDE, vinculada ao Ministério da Justiça - este ainda não divulgado - são feitos com o objetivo de subsidiar os conselheiros do Cade, órgão em que se dá a decisão final sobre atos ou negócios que comprometam a livre concorrência.

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