Curitiba, 11 (AE) - Os funcionários da fábrica da Volks-Audi, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, paralisaram a produção por volta das 15h30 de hoje. Cerca de 500 trabalhadores, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, decidiram pela paralisação, em assembléia na frente da fábrica. A Volks tem cerca de 2 mil trabalhadores, mas apenas os do turno da tarde estavam no local. Hoje à noite dirigentes do sindicato e diretores da empresas iriam se reunir para iniciar as conversas sobre uma proposta salarial.
Inaugurada em janeiro, a fábrica produz diariamente 250 automóveis entre Golf e Audi A3. Com dificuldade nas negociações salariais com o Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea), os metalúrgicos estavam pleiteando fechar acordos individuais com as montadoras instaladas no Paraná. A Volvo e a Renault mostraram-se dispostas ao acordo e já estão realizando reuniões com a direção do sindicato. As propostas já negociadas não foram divulgadas, pois ainda não foram discutidas em assembléia. A Chrysler está em férias.
Com a Volks, a resistência era maior. Nas tentativas de conversa, a direção da empresa tinha respondido que somente negociaria por meio do sindicato que a representa. Mas as propostas do Sinfavea e do Sindicato dos Metalúrgicos ainda estão longe de se aproximar. O Sindicato dos Metalúrgicos distribuiu nota dizendo que os funcionários da Volks "só retornam ao trabalho se a empresa apresentar uma proposta salarial que atenda às suas reivindicações na elaboração do Contrato Coletivo de Trabalho deste ano".
Os metalúrgicos pretendem que as empresas dêem como reposição salarial 8,44%, mas o sindicato patronal ofereceu até agora apenas 5,65%. Como abono de Natal, os trabalhadores querem R$ 1 mil, mas receberam contraproposta de R$ 350,00. No piso salarial, a diferença também é grande. Enquanto os metalúrgicos pedem R$ 650,00, os empresários admitem pagar R$ 500,00. Também sem solução está a reivindicação dos trabalhadores de reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas e o fim do trabalho aos sábados. O Sinfavea não aceita nenhuma das duas propostas.

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