Cidade do Vaticano, 09 (AE-ANSA) - A China deseja estabelecer relações imediatas com a Santa Sé para melhorar sua imagem internacional, informou nesta terça-feira (09) a agência Fides, citando documento secreto da secretaria do comitê central do Partido Comunista Chinês.
O mesmo documento, segundo a agência, prevê um programa de repressão e normalização da Igreja Católica clandestina para que fique sujeita aos "católicos patrióticos" chineses, que respondem às autoridades políticas nacionais e não reconhecem a jurisdição do Papa.
O governo, disseram à Fides fontes do Partido Comunista Chinês
considera muito importantes as relações diplomáticas, "que dariam à China uma nova imagem na política internacional".
"Tais relações demostrariam que o desenvolvimento da democracia na China é real, que as reformas da sociedade chinesa são um ato e que a China precisa de gestos concretos para demonstrar seu progresso, desenvolvimento e democracia".
O documento secreto citado pela Fides é uma nota reservada de 16 de agosto.
"A normalização das relações com o Vaticano é uma ocasião propícia para ganhar a maioria dos membros da Igreja subterrânea e para cuidar que o núcleo desta, ao abandonar a clandestinidade
não assuma o poder na Igreja patriótica."





