Pequim, 09 (AE-AP) - A delegação norte-americana chefiada pela representante comercial dos Estados Unidos, Charlene Barshefsky, chegou hoje (09) a capital chinesa para, em apenas 11 horas, tentar negociar um acordo político que permita à China ingressar na Organização Mundial de Comércio (OMC). Mas, apesar do otimismo das autoridades em Pequim e até em Washington, é pouco provável que essa tentativa de última hora seja suficiente para dirimir as dúvidas que prevaleceram durante mais de 13 anos de negociações entre os EUA e a China, observaram diplomatas em Genebra.
Segundo esses diplomatas, o ingresso da China na OMC antes do início da reunião de Seattle, que marca o começo da nova etapa de negociações comerciais, agora no âmbito da Rodada do Milênio, depende não só do aval dos EUA, mas de tosos os demais países membros, inclusive o Brasil. Embora as conversas com os países europeus e o Canadá estejam avançadas, outras nações, principalmente aquelas em desenvolvimento,que têm interesses diversificados, e ainda nem começaram a negociar com a China.
Hoje, porém, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhang Qiyue, disse que as autoridades de seu país estão otimistas e esperam que as negociações possam, desta vez, ser conduzidas em "bases iguais, que beneficiem ambas as partes". Também o chefe de Pesquisas da China International Capital Corp., Shawn Xu, acredita que esse esforço de última hora poderá dar resultados.
O fato de a missão norte-americana ser integrada também por Gene Sparling, chefe do influente Conselho Econômico Nacional da Casa Branca já é um indício de que os EUA estão realmente dispostos a obter um acordo. Outro indício de que realmente houve uma mudança de posição por parte de Washington é o fato de que o presidente Bill Clinton já reservou dois dias de sua agenda para participar da reunião de Seattle, onde fará um importante discurso sobre política comercial e globalização, conforme informou hoje a Casa Branca.





