Tbilisi, 09 (AE-AP) - O papa João Paulo II encerrou hoje (09) sua visita à Geórgia, marcada pela vontade do Vaticano de favorecer o diálogo com os ortodoxos da república que pertencia à ex-União Soviética.
Ao mesmo tempo que João Paulo II pregava o diálogo entre as duas Igrejas, separadas desde 1054, o patriarca ortodoxo da Geórgia, Ilia II, e o presidente, Eduard Shevardnadze, tentavam dar um tom político à visita papal.
Hoje, João Paulo II celebrou uma missa para cerca de 10 mil fiés, à qual não compareceram representantes do clero ortodoxo.
A única ação conjunta entre os representantes das duas Igrejas foi um apelo feito pelo fim dos conflitos na Chechênia e pela solução de outros conflitos na região do Cáucaso.
Shevardnaze, que participou da missa, falou sobre seu desejo de que "esta visita histórica desempenhe um papel importante na vida espiritual do país".
Em sua homilia, pronunciada em georgiano, italiano e inglês, o papa expressou sua mensagem de apoio, amor e esperança aos católicos do país.
Em relação a boatos de que o papa estaria doente, o porta-voz do Vaticano, Joaquin Navarro-Valls, esclareceu hoje que ele apenas pegou um resfriado por causa da mudança de temperatura sentida ao desembarcar no aeroporto de Tbilisi, depois de passar dois dias na Índia. O porta-voz ressaltou que o papa não estava com febre ou gripe.
Amanhã, João Paulo II chega ao Vaticano, mas não vai haverá a audiência semanal.

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