Grozny, 09 (AE-AP) - A Rússia informou nesta terça-feira (09) não ter intenção de encerrar sua ofensiva contra a Chechênia apesar das crescentes críticas internacionais enquanto as forças federais continuam a atacar cidades e posições rebeldes.
A chuva, a neve e a neblina impediram operações aéreas, mas aviões russos ainda faziam mais de 20 incursões sobre o sul da Chechênia, onde os rebeldes ocupavam posições nas montanhas, informou a agência de notícias Interfax, citando bases militares regionais.
Tropas terrestres russas também bombardearam as cidades de Bamut e Gudermes, no sudoeste da Chechênia. Ambos os municípios ficaram sob forte fogo cerrado russo durante semanas. Gudermes é a segunda maior cidade da república rebelde.
Helicópteros dispararam foguetes na periferia ao norte de Grozny, capital chechena. Não estavam disponíveis dados sobre o número de vítimas causadas pelos ataques de hoje.
A Rússia está intensificando sua campanha contra a Chechênia, iniciada com ataques aéreos em 5 de setembro. A ofensiva está causando grande preocupação no Ocidente. Mas autoridades russas mantiveram sua rejeição a todas as críticas provenientes do exterior.
Se a Rússia não destruir todos os militantes agora, "nós os enfrentaremos pela quarta, quinta ou décima vez", declarou o primeiro-ministro Vladimir Putin nesta terça-feira.
"Estamos lidando com gangues bem organizadas de terroristas internacionais", disse ele após reunir-se com familiares de policiais russos mortos no cumprimento da tarefa. A campanha na Chechênia "é a única maneira possível de destruir os terroristas em suas bases".
A Rússia iniciou a campanha depois de militantes baseados na Chechênia invadirem por duas vezes o vizinho Daguestão no verão deste ano. Os rebeldes também são acusados por explosões em prédios de apartamentos que mataram cerca de 300 pessoas na Rússia durante o mês de setembro.





