Montevidéu, 09 (AE-ANSA) - Os países da América Latina deverão adotar um compromisso com uma moeda estável segundo especialistas reunidos hoje (09) em Montevidéu (Uruguai). Eles só não concordam sobre os prazos para a unificação monetária na região.
O debate sobre a moeda única aconteceu dentro de um encontro chamado Jornadas Anuais de Economia, do qual participam presidentes dos BC de países da América Latina, além de especialistas de organismos internacionais. Para o presidente do BC da Argentina, Pedro Pou, deve-se chegar à moeda única "o quanto antes", coisa que seus colegas do Chile e Venezuela acham pouco provável no curto e médio prazo.
Carlos Massad, que comanda o BC chileno, acha que introduzir primeiro a moeda comum e depois avançar na convergência de políticas macroeconômicas é uma batalha "perdida de antemão". Seu colega venezuelano, Armando León, acha que primeiro é preciso deixar que as moedas nacionais flutuem para depois dolarizar e, "a partir daí passar à moeda única".
Para Massad, a moeda única com o Mercosul é um objetivo a longo prazo "porque as condições de integração internacional e flexibilização doméstica, assim como a harmonização fiscal entre os países, ainda não estão dadas". A dolarização ou moeda única
para León, "é muito mais transparente" depois de resolver "a instabilidade fiscal e os problemas institucionais quanto à definição de políticas macroeconômicas".





