Havat Maon, Cisjordânia, 09 (AE-AP) - Deixando transparecer sua impaciência, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, advertiu hoje (09) colonos judeus que enviará tropas para desmantelar um assentamento ilegal na Cisjordânia que se tornou símbolo de resistência contra sua política de paz com os palestinos.
Em resposta, os colonos reforçaram suas posições no local, batizado por eles de Havat Maon, ou Fazenda Maon, um aglomerado de casas pré-fabricadas e barracas. Eles bloquearam estradas para evitar a passagem de veículos militares.
A mídia israelense informou que os colonos também tomaram uma colina adjacente a menos de um quilômetro ao norte de Havat Maon. Porém, Yehudith Tayar, porta-voz do Conselho dos Colonos, disse se tratar de um local alternativo aprovado pelo governo.
A reação enérgica de Barak já era espera em Israel. Em Paris, onde realizava uma visita de dois dias, o premier afirmara que não permitiria que alguns colonos ditassem a política de seu governo.
"Fui eleito com um mandato claro. Não haverá nenhuma nova determinação", disse Barak. "É tempo de tomar decisão, e não de se tomar iniciativas privadas".
O premier avisou que se os colonos não abandonarem o local voluntariamente, ele enviaria tropas para forçá-los a sair.
Ao todo, os colonos ergueram 42 postos durante o último ano para impedir a retirada israelense de parte da Cisjordânia. Em um acordo com Barak, o conselho local concordou em desmantelar 12 dos locais, inclusive Havat Maon, em troca de receber a aprovação retroativa do governo para manter os outros 30 locais.
Os palestinos insistem para que todos os 42 locais sejam desmantelados.





