Moscou, 09 (AE-AP) - Tentando pôr fim a frenéticas especulações, um alto assessor de Boris Yeltsin rechaçou hoje (09) notícias que dão conta que o presidente está pensando em demitir o primeiro- ministro Vladimir Putin.
O vice-chefe do Gabinete Civil, Igor Shabdurasulov, disse que "não pode haver conversas" sobre a demissão de Putin.
Shabdurasulov, entrevistado pela Rádio Mayak, afirmou que notícias sobre uma possível remoção de Putin estavam sendo "espalhadas deliberadamente por pessoas que buscam interesses políticos". Ele não quis entrar em detalhes.
Yeltsin, que tem um gosto especial em reformar seu ministério, nomeou Putin como primeiro-ministro em agosto - a quinta indicação para o cargo em 17 meses. Ele também disse na época que gostaria que Putin o sucedesse em 2000.
Entretanto, a mídia e políticos russos têm advertido que Putin estaria caindo em desgraça no Kremlin porque sua popularidade subiu às alturas em pesquisas. A popularidade do presidente está atolada há meses num único dígito e Yeltsin é notoriamente invejoso de assessores bem-sucedidos.
As garantias do Kremlin não devem acabar com os rumores sobre uma exoneração de Putin. No passado, Yeltsin já apoio fortemente primeiro-ministros para logo em seguida demiti-los.
Notícias sobre uma possível demissão de Putin têm dominado partes da mídia russa em dias recentes.
Analistas têm atribuído o aumento da popularidade de Putin à sua defesa de ações duras na campanha militar da Rússia na Chechênia.

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