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terça-feira, 09 de novembro de 1999
Por Cida Oliveira, especial para a AE 
São Vicente, SP, 09 (AE) - Nem mesmo a chuva impediu que cerca de cem pessoas acompanhassem a reabertura, a zero hora de hoje, da Ponte Pênsil Saturnino de Brito, em São Vicente, no litoral paulista. Entusiasmados, os vicentinos aplaudiram quando o primeiro veículo cruzou a ligação, após um ano fechada para reformas. Muitas autoridades, como o prefeito Márcio França (PSB), estavam no local desde às 20 horas, quando tiveram início os testes do novo sistema de iluminação, semelhante ao que existe em algumas pontes da Austrália, conforme havia divulgado o prefeito. Porém, apenas 15% das lâmpadas acenderam.
"O sistema só estará concluído no final do ano, junto com os retoques na pintura do equipamento" informou Sérgi Arruda Camargo, superintendente do Departamento de Estradas e Rodagem (DER). Ele garantiu, no entanto, a segurança da ponte. Segundo camargo, a reforma teve como um dos pontos positivos a construção de rampas de acesso para deficientes físicos. Com a reforma, os técnicos acreditam que o fluxo de veículos em direção a Praia Grande, hoje em torno de 25 mil/dia, deva subir para até 40 mil.
O prefeito Márcio França anunciou a reinauguração solene da ponte para o dia 22 de janeiro, com a presença do governador Mário Covas (PSDB), quando São Vicente será transformada em capital do Estado, por um dia. História - A Ponte Pênsil Saturnino de Brito é a única de seu porte em funcionamento no País. Ela foi inaugurada em 1914 e "teve um valor inequívoco para o controle das epidemias na região e para o saneamento da cidade de Santos, segundo afirma o historiador, Fernando Martins Lichti. Foi tombada em 1982 pelo Patrimônio Histórico.
O historiador entende que, na verdade, o grande valor da ponte está no fato de fazer parte do projeto de saneamento, elaborado por Saturnino de Brito, que controlou as epidemias que proliferavam em Santos e região e que salvou o Porto de Santos. "O projeto teve este grande valor social e de saúde, que ultrapassa o valor turístico e urbanístico da ponte", enfatizou. Para ele, a ligação foi a salvação do porto e, consequentemente, "do progresso econômico de todo o Estado de São Paulo".


