Brasília, 09 (AE) - O governo deve divulgar amanhã as medidas que serão tomadas para evitar aumentos abusivos no preço do álcool. O Comitê Executivo do Conselho Interministerial do Açúcar e do Alcool (Cima) irá se reunir à tarde, na sede do Ministério da Agricultura, para definir as ações que serão tomadas. Estão em estudo a liberação dos estoques de álcool do governo, que somam cerca de 2 bilhões de litros, e a não-renovação de operações de warrantage (estocagem) com produtores de álcool.
"O governo tem instrumentos para evitar o excesso de especulação. Nós não vamos permitir que haja isso", afirmou o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, hoje, após participar de uma reunião com os ministros da Fazenda e do Planejamento, Pedro Malan e Martus Tavares, na sede do Ministério da Fazenda para discutir a questão.
Pratini de Moraes afirmou que os aumentos registrados no preço do álcool nos últimos dias não podem ser justificados pelo fim dos subsídios ao álcool hidratado.
O governo concedia um subsídio de R$ 0,045 por litro de álcool hidratado produzido. Este subsídio foi extinto no dia 1º de novembro. O governo argumentou que a subvenção não era mais necessária, já que ela servia para que os preços do álcool para o consumidor se mantivessem competitivos.
Para Pratini, o fim deste subsídio poderia justificar apenas aumentos menores do que 6%. "Não há justificativa para elevação tão brutal em função da eliminação do subsídio", disse. Pratini lembrou que o Conselho Interministerial do Açúcar e do álcool (Cima) só retirou o subsídio do álcool hidratado e não do anidro, que é misturado à gasolina.
O comitê executivo do Cima é formado pelos secretários executivos dos Ministérios da Agricultura, Fazenda, Planejamento
Desenvolvimento, Minas e Energia, Meio Ambiente, Relações Exteriores e Ciência e Tecnologia. A reunião está marcada para as 15 horas, na sede do Ministério da Agricultura.

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