Rio, 09 (AE) - A primeira prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de novembro apontou inflação de 1,14%, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Índice de Preços no Atacado (IPA) foi de 1,36% e o varejo fez repasses: o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou em 0,84%. O Índice Nacional da Construção Civil (INCC) foi de 0,76%. De janeiro até agora, o IGP-M já acumula alta de 16,53% e o IPA, de 23,75%. No varejo, os preços subiram 7,83%, com alta generalizada.
Para essa primeira prévia, a pesquisa considerou o comportamento dos preços nos últimos dez dias do mês passado, em comparação aos índices apurados entre 21 de setembro e 20 de outubro. O chefe do centro de estudos de preços da FGV, Paulo Sidney Cota, já prevê IGP-M consolidado entre 1,5% e 2% em novembro. "Já esperávamos uma alta sobretudo do IPC".
Na primeira prévia de outubro, o IGP-M havia ficado em 0 74%, o IPA, em 1,15%, o IPC, em 0,05% e o INCC, em 0,55%. Cota afirmou que o resultado divulgado hoje foi influenciado pelo clima, pela pressão do aumento das exportações - principalmente carne, açúcar e frango -, o que diminui a oferta e pressiona os preços no mercado interno, e pela alta do dólar, que chegou a ultrapassar os R$ 2 em outubro.
O item habitação também pressionou a primeira prévia do IGP-M, com alta de 0,73%, ante 0,13% na primeira prévia de outubro. Segundo Cota, houve reajustes em eletrodomésticos, por exemplo. O economista explicou que a recente alta do álcool, que chega a custar 50% a mais em alguns postos, não pressiona o IGP-M, por ter um peso pequeno.
Segundo Cota, o dólar recuou, mas ainda está em um patamar alto. "Também não sabemos até que ponto a indústria repassou esse dólar alto", afirmou. "Por isso, o câmbio ainda pode continuar influenciando os índices de inflação". Para 1999
Cota estima um IGP-M entre 17,5% e 18,5%, um IPA de 26%, um IPC entre 9,5% e 10% e um INCC de 9%.

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