Belo Horizonte, 09 (AE) O Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, encerrado hoje, em Belo Horizonte, tirou conclusões que deverão ajudar nas negociações para incrementar as relações comerciais entre a União Européia e o Mercosul, previstas para o próximo dia 24 de novembro, em Bruxelas. Segundo o diretor-geral do Departamento Europa do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Marcelo Martins, entre as principais conclusões do encontro estão a necessidade de participação de empresas alemãs nos processos de privatização e concessão de empresas estatais.
"A Espanha hoje empata com os alemães em termos de esforço de investimentos nos países do Mercosul e Cone Sul, sendo que a Alemanha é o segundo maior investidor estrangeiro no Brasil", disse ele, ressaltando que o aumento da participação da Espanha no País, foi levado pelas participações nos processos de privatização, aquisição e fusão de empresas brasileiras. Jardim relembrou as cinco maiores áreas de negociação previstas para os próximos meses, ressaltando que o agribusiness poderá ter uma grande participação.
Conforme o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Osvaldo Moreira Douat, em 1998 as empresas alemãs investiram no País aproximadamente US$ 400 milhões. Já em 1999, entre importações e exportações, a corrente de negócios atingiu US$ 8,5 bilhões, no entanto com déficit na conta comercial Brasil-Alemanha, devido à desvalorização na exportação de produtos primários brasileiros. A idéia dos empresários brasileiros é a abertura de mercado para a cadeia de agribusiness, para equilibrar a conta comercial entre os dois países. Entre os segmentos que poderão ser mais beneficiados estão a fruticultura irrigada, provenientes da área da Sudene e norte de Minas e ainda carnes de frango e bovina, soja, cachaça e café em grãos. As duas partes, Brasil e Alemanha, demonstraram interesse em negociar a harmonização de normas alfandegárias e ainda a retirada de barreiras não-tarifárias às exportações de alguns produtos brasileiros.

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