Recife, 09 (AE) - O Nordeste teve um déficit de US$ 88,7 milhões na sua balança comercial de janeiro a setembro deste ano
quando as importações somaram US$ 2,5 bilhões e as exportações US$ 2,41 bilhões. A queda nas exportações da região foi de 15,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as importações caíram 13,01%.
Os dados foram divulgados pelo Grupo de Estudos Conjunturais da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), coordenado por Herôdoto Moreira. Ele destacou que apesar do déficit geral, a maioria dos Estados nordestinos apresentou superávit em sua balança comercial nestes 9 meses.
O Maranhão foi o maior exportador, saindo de um déficit de US$ 236 milhões para um superávit de mais de US$ 271 milhões graças ao alumínio. As exportações do Estado cresceram 5% devido ao incremento nas vendas do alumínio (10,1%), ligas de alumínio (82,7%) e alumina (77,8%). Em contrapartida, o Maranhão reduziu em 5,2% suas compras ao exterior.
O Rio Grande do Norte apresentou um superávit de US$ 8,6 milhões, contra um déficit de US$ 2,1 milhões registrado no mesmo período de 1988. Neste caso, o bom desempenho foi motivado pela redução das importações (19,7%), já que as exportações também sofreram queda (5,2%). Piauí, Alagoas e Bahia também conseguiram superávit na balança comercial (US$ 25,1 milhões, US$ 134,4 milhões e US$ 103,6 milhões respectivamente), embora tenham tido melhor performance no ano passado.
Os maiores déficits da região foram os de Pernambuco (US$ 340 milhões), Ceará (US$ 185,4 milhões), Paraíba (US$ 52,8 milhões) e Sergipe (US$ 52 milhões). De acordo com Moreira, estes resultados negativos se deveram à queda nas exportações, que foi mais acentuada do que a diminuição do volume de importações. Destes quatro Estados, apenas a Paraíba apresentou incremento nas exportações (26,1%), contra uma redução de 13,2% nas importações.
Para Moreira, as exportações foram prejudicadas pela queda nos preços externos dos produtos intermediários, especialmente das commodities, que se encontram em níveis muito reduzidos. Ele acredita numa recuperação destes preços - e consequentemente das exportações - neste último trimestre.
O desempenho nordestino seguiu o nacional, neste período
já que o saldo brasileiro também foi deficitário (US$ 773 milhões) e as importações do País também diminuíram (16,9%).

mockup