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terça-feira, 09 de novembro de 1999
Por Raquel Massote 
Belo Horizonte, 09 (AE) - O grupo alemão Krupp-Thyssen poderá investir na construção de uma usina eólica no Ceará, com capacidade para geração de 100 megawatts (mW). A idéia foi apresentada durante o Encontro Brasil-Alemanha, que se encerrou hoje, em Belo Horizonte. Conforme o presidente da Ferrostaal AG, Hans-Georg von Heydebreck, o investimento, estimado em US$ 100 mihões, dependeria da aprovação de uma lei específica no Brasil, que equalizasse os preços das tarifas de energia, já que para o consumidor o preço seria o principal atrativo.
"A idéia depende da concessão de incentivos pelo governo brasileiro, para melhorar os preços da energia eólica para o consumidor", disse. Ainda não se sabe quando o projeto poderá ser viabilizado nem a localização da usina no Estado do Ceará, mas conforme o presidente da Ferrostaal AG, os empresários alemães têm demonstrado firme interesse em investir no Brasil.
O presidente da Ferrostaal AG, Hans-Georg von Heydebreck
informou ainda que a empresa alemã vem negociando com o governo do Paraná a construção de um trecho ferroviário de 140 quilômetros entre a cidade de Cascavel e a Usina de Itaipu. A idéia seria complementar a ferrovia já existente entre Cascavel e o Porto de Paranaguá para incrementar o transporte de grãos, principalmente soja e minério de ferro. A ferrovia pertence ao consórcio FSA (Ferrovia Sul-Atlântica), que controla a malha sul da antiga RFFSA. O consórcio é formado pela Varbra S/A, Judori, Interférrea, Ralph Partners, Rail Tex International Holding e fundos de investimento.
Segundo Heydebreck, as negociações tem sido feitas apenas junto ao governo do Estado do Paraná e ainda não está definido se seria realizada uma associação à FSA, ou se o investimento seria feito apenas para o patrimônio rodante da ferrovia, com o aumento do número de vagões. O presidente da Ferrostaal AG informou que a estimativa é o aporte de aproximadamente US$ 100 milhões, para a aquisição de mil vagões.


