Paris, 08 (AE) - A eleição do primeiro-ministro português, Antonio Guterres, para a presidência da Internacional Socialista (IS), amanhã (09) em Paris, poderá contribuir para tornar a organização menos ortodoxa e ideológica do que na gestão anterior do ex- primeiro-ministro francês Pierre Mauroy.
Guterres é um homem aberto a mais cooperação com outras tendências políticas, convencido de que a IS deve desempenhar um papel decisivo nas reformas em colaboração com o Partido Democrata dos EUA e com outras forças políticas internacionais - entre elas o PSDB do Brasil.
Uma eventual aproximação do PSDB com a IS foi recentemente rejeitada por Mauroy. Ele afimou que, governando com grupos da direita brasileira, o presidente Fernando Henrique Cardoso e seu partido optaram por uma lógica contrária à da IS. Já Guterres advoga novas formas de entendimento com partidos como os dos dois líderes, que estarão no encontro de Florença, dia 20.
O próprio ex-governador Leonel Brizola mostrou-se prudente quando indagado se a eleição de Guterres não representava uma recentragem na IS. Ele se limitou a lembrar que a IS é organização que abriga tendências diferentes.

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