Tóquio, 08 (AE-AP) - A economia do Japão, segunda maior do mundo, cresceu apenas 0,1% no trimestre entre abril e junho, de acordo com dados oficiais ajustados, o que pode ser um sinal de que a recuperação do país exigirá uma nova injeção de recursos públicos. Os números preliminares da Agência de Planejamento Econômico, estatal, indicavam uma expansão de 0,2%, pelo segundo trimestre consecutivo, após 15 meses de retração.
O ajuste de 0,1 ponto porcentual ocorreu principalmente na ponta das importações, que na prática representaram quase o dobro do que havia sido registrado nos dados preliminares. A demanda do setor privado, que mede os investimentos em habitação
os gastos dos consumidores, as despesas das pessoas jurídicas e os estoques, contribuíram menos que o esperado com o crescimento da economia.
Até agora, como indicam os números, a recuperação da economia japonesa tem sido alimentada pela injeção de recursos públicos, já que o setor privado ainda está cauteloso, e o governo deverá anunciar esta semana um novo pacote de estímulo no valor de 15 trilhões de ienes. A expectativa, porém, é de uma retomada dos gastos por parte das empresas do Japão, em decorrência do aumento de 9,2% nas encomendas de bens de capital no terceiro trimestre, o melhor resultado desde que o Ministério do Comércio iniciou a coleta dos dados, em 1950.
Entre julho e setembro a produção industrial do Japão também cresceu, 3,8%, em relação aos três meses anteriores, aumentando a expectativa de expansão econômica para este fim de ano.
As despesas de capital, responsáveis no Japão por 16% do total do Produto Interno Bruto (PIB), recuaram em sete dos últimos oito trimestres em consequência do enxugamento feito pelas empresas. O mais recente relatório do Banco (central) do Japão, divulgado no início de outubro, indicava que as grandes empresas japonesas em todos os segmentos industriais previam uma queda média de 9,4% nas despesas de capital no exercício que termina em março do ano que vem. Esse recuo, porém, é menor que os 12,4% de queda verificados no ano fiscal anterior e representa um aumento de 2,1% em relação ao exercício relativo a 1997/98.





