Washington, 08 (AE-AP) - O Citibank está sendo investigado pelo Senado americano por ter transacionado milhões de dólares possivelmente procedentes do narcotráfico e que pertenciam a Raúl Salinas, irmão do ex-presidente mexicano Carlos Salinas de Gortari.
A investigação na filial do Citigroup Inc., a maior empresa financeira dos EUA, trouxe à tona as transações do banco de investimento, que atende de forma quase que secreta seus clientes milionários.
Ao mesmo tempo, membros de uma comissão de investigação do Senado afirmam que narcotraficantes, funcionários governamentais corruptos e sonegadores de todo o mundo usam esses serviços bancários para lavar dinheiro ilícito através do sistema bancário.
O presidente do Citigroup, John Reed, comparecerá amanhã (09) ao Capitólio, em Washington, para se declarar diante da Comissão de Investigação de Assuntos Governamentais do Senado.
Durante um ano, tal comissão examinou as transações realizadas pelo Citibak com o dinheiro de Raúl Salinas, que foi preso pelas autoridades mexicanas em 1995 sob a acusação de tramar o assassinato de um funcionário do Partido Revolucionário Institucional (PRI).
Um informe de dezembro de 1998, emitido pelos investigadores do Congresso, indicou que o Citibank transferiu US$ 100 milhões em supostos narcodólares para a conta de Salinas. O informe criticou o Citibank por não comprovar a origem do dinheiro.

mockup