São Paulo, 08 (AE) - A invasão do prédio na Rua São Francisco foi a sétima feita pela União dos Movimentos de Moradia (UMM) nos últimos 20 dias. É a maior ofensiva de sem-teto da história da cidade. O Fórum dos Cortiços é filiado à UMM, cujos coordenadores foram solidários a Verônica, atribuindo ao governador Mário Covas a culpa pelo acidente.
As ocupações políticas, como as da UMM, diferem de invasões como as que formam as favelas, onde vivem 2 milhões de pessoas na cidade. Segundo a Secretaria Municipal da Habitação e Desenvolvimento Urbano, o déficit de moradias na cidade é de 400 mil.
Há dez dias, Covas criticou Goro Hama e o secretário de Estado da Habitação, Francisco Prado de Oliveira Ribeiro, pela lentidão na entrega de programas habitacionais. Ribeiro dissera um dia antes que não toleraria mais invasões nem faria reuniões. Hoje ele se reuniu com representantes do Fórum dos Cortiços.
História - Alam de Oliveira foi a primeira criança a morrer nesta década numa ocupação de movimentos por moradia popular, mas não o primeiro sem-teto. Em maio de 1997, em confronto com a Tropa de Choque da Polícia Militar, três homens morreram durante reintegração de posse da Fazenda da Juta, zona leste, num conjunto habitacional invadido por moradores não-filiados a nenhuma organização de sem-teto.

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