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segunda-feira, 08 de novembro de 1999
Por Felipe Werneck 
Rio, 08 (AE) - Estatística da organização não-governamental (ONG) norte-americana Flight Safety Foundation (FSF) aponta o Brasil como detentor de um dos mais baixos índices mundiais de acidentes na aviação comercial com vítimas fatais, segundo o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), brigadeiro Mauro Gandra. De acordo com dados da FSF apresentados por Gandra, o País registrou, nos últimos cinco anos, índice de 0,8 por milhão de decolagens, ante 4,3 na América Latina/Caribe, 4,6 na China e 12,6 na áfrica - a média mundial seria de 1,2. Nos Estados Unidos e na União Européia, os índices ficaram, segundo o brigadeiro, em 0,5 e 0,6, respectivamente.
O levantamento, que será apresentado amanhã (09) no 52.º Seminário Internacional de Segurança de Vôo da FSF, realizado no Rio, não leva em consideração acidentes ocorridos com táxis aéreos e aviões particulares. "O principal fator para a obtenção desse resultado é o treinamento da tripulação", acredita Gandra. Segundo ele, pesquisas demonstram que 78% dos acidentes aéreos estão relacionados com falhas humanas. Os dados da FSF apontam também que as empresas aéreas de 148 países do chamado Terceiro Mundo representam apenas 12% das decolagens no planeta, mas respondem por 76% de todos os acidentes fatais nesta década.
"No Brasil, estamos com o índice zerado desde julho de 1997 e poderemos chegar à média de 0,6 caso essa situação se mantenha até o fim do ano", afirmou o coordenador da Comissão de Segurança de Vôo do SNEA, Ronaldo Jenkins. "Além do treinamento, manutenção e infra-estrutura adequadas são fatores essenciais para a segurança da aviação comercial", disse Gandra
que defendeu a criação de cursos superiores para a formação de aeronautas no País.


