Recife, 08 (AE) - Keila Cristina Gonçalves Marinho, detida no Aeroporto dos Guararapes, em Recife, sábado à noite, com 130 aranhas-caranguejeiras, que pretendia levar para a Suíça
viajou hoje para Zurique. Os insetos foram apreendidos e doados ao Departamento de Zoologia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). De acordo com o superintendente da Polícia Federal em Pernambuco, Lacerda Carlos, nada impedia Keila de sair do Brasil, pois o crime de transporte não autorizado das aranhas é afiançável. "Ela foi autuada em flagrante, mas liberada mediante pagamento de fiança", afirmou.
Carlos disse que a PF vai investigar o caso e apurar se o suíço Hans Rechsteiner, supostamente dono de um criatório de aranhas em Laufenfingen, na Suíça, onde ele mora, está envolvido no caso. Em seu depoimento à Polícia Federal, Keila disse que o suíço foi responsável pela compra das aranhas - a R$ 4,00 cada uma, em Santarém, no Pará - e que ela receberia R$ 15,00 por animal se os levasse àquele país. "Não podemos responsabilizá-lo apenas com base nas afirmações da Keila", afirmou Lacerda Carlos.
O superintendente da PF afirmou que o contrabando não foi configurado porque a prisão de Keila e a apreensão dos animais foram feitas antes dela tentar embarcar para a Suíça. Segundo ele, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) achou melhor abordá-la no desembarque no Recife, com medo de perdê-la de vista e colocar em risco os animais. Ela foi multada
pelo Instituto, em R$ 45 mil.
O veneno das aranhas-caranguejeiras é usado para a produção de soros. Elas estavam em caixas dentro de uma bagagem de mão de Keila, que embarcou em Santarém, com destino ao Recife.

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