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segunda-feira, 08 de novembro de 1999
Por Júlio Ottoboni 
São José dos Campos, SP, 08 (AE) - Funcionários da fábrica da General Motors de São José dos Campos paralisaram hoje suas atividades numa greve que chamam de advertência. Os trabalhadores esperam forçar a empresa a atender sua pauta de reivindicações e desistir do banco de horas nesta unidade. Amanhã, sindicato e a direção da montadora têm uma nova rodada de negociação. O clima entre a GM e os representantes da categoria é tenso e os sindicalistas prometem manter o movimento por tempo indefinido.
A greve de advertência foi decidida em assembléia, no último dia 1º, depois que a montadora fez uma contra-proposta às exigências da categoria. A GM quer instituir o banco de horas na fábrica do Vale do Paraíba, o que não é aceito pelo sindicato. Nesta terça-feira será realizada a quarta rodada de negociação sem nenhuma evolução entre as partes até o momento.
A paralisação será de 24 horas e as conversações começaram no final de outubro. A pauta de reivindicação dos trabalhadores prevê reposição da inflação, estimada em 10%, mais 10% de aumento real, manutenção das cláusulas sociais do acordo coletivo e redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais. Os 8,6 mil funcionários da montadora deixaram de produzir por hora 46 Corsas, 18 caminhonetes S-10, além de motores do Vectra.
Dentro da programação de greves de advertência estabelecida pelo sindicato, os dirigentes da categoria conseguiram também suspender por uma hora as atividades na linha de montagem da Philips. Os funcionários da multinacional prometem paralisar a linha de produção da fábrica já na próxima semana caso não haja nenhuma evolução nas negociações com a empresa.


