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segunda-feira, 08 de novembro de 1999
Por Viviane Mottin 
São Paulo, 08 (AE) - Um estudo sobre o impacto da carga tributária nos resultados do setor petroquímico brasileiro mostra que a fatia do leão é de 35% a 45% do produto bruto. Ou seja, a incidência da carga tributária sobre o PIB, em alguns setores, é mais do que os 30% estimados pelo governo. O trabalho
que será apresentado na íntegra durante o "3º Workshop Internacional sobre Competitividade - A Estrutura Tributária em Foco", em 10 de novembro, realizado pela Abiplast, o Siresp e a Abiquim, também informa que o segmento da cadeia onde os tributos mais pesam é o da transformação de resinas termoplásticas em bens de consumo intermediários e finais (terceira geração petroquímica).
Hoje, do preço total do produto plástico pago pelo consumidor final, no varejo, em média 50% são relativos a impostos. Essa realidade tende a se estender ainda durante o próximo ano, pois segundo previsão do vice-presidente da República, Marco Maciel, a reforma tributária só deverá ser votada no Congresso no início de 2000. Isso quer dizer que a nova lei sobre tributação, esperada há mais de cinco anos pelos empresários, e que tem como principal função colocar o Brasil em condições de competir na economia globalizada, só será posta em prática a partir de 2001.
Além da questão tributária, o Workshop debaterá uma política industrial para a competitividade. O presidente mundial da ISO, Mario Gilberto Cortopassi, eleito na semana passada em solenidade na República Popular da China - que comemora os 50 anos da Revolução Cultural -, vai abordar a abrangência e importância das certificações da qualidade. "A ISO não trata somente da gestão da qualidade, pois tem mais de 12 mil normas sobre serviços, processos de produção e produtos", avisa. Segundo ele, o setor brasileiro de plásticos está cada vez mais buscando a ISO 9000 (certifica a qualidade do processo de produção).
"Mas deixa de lado as normas sobre os produtos. Temos de discutir a formação de um comitê para a formalização de normas do produto final, por meio da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)", alerta Mario Cortopassi. A ABNT é o fórum que representa o Brasil na ISO mundial. Se o produto nacional de plástico estiver de acordo com as normas internacionais, ele encontrará menos barreiras às exportações. "A Organização Mundial do Comércio (OMC) e a ISO caminham para utilizar as normas internacionais como ferramentas do comércio e não contra o comércio", garante o presidente mundial da ISO.


