São Paulo, 08 (AE) - A Cardif, a quarta maior empresa de seguros de vida e de previdência privada da França, está iniciando suas operações no Brasil e promete investir US$ 10 milhões nos próximos três anos. A empresa, que tem mais de 150 acordos comerciais, joint-ventures ou alianças estratégicas nos 22 países que atua, já está negociando acordos com financeiras, bancos e varejistas no País. A empresa deve receber licença para atuação em breve.
A empresa trabalha com a venda de produtos de seguros e de previdência privada através da rede de distribuição das empresas parceiras que possuem grandes bases de clientes. A empresa se propõe a multi-parcerias, multi-produtos e multi-canais de distribuição. Além dos parceiros, a Cardif também vai contar com corretores de seguros.
A Cardif tem entre seus parceiros Citibank, ABN AMRO, American Express, Toyota, Ford, Volkswagen, Fiat e Carrefour. "Não há dois produtos iguais", explicou Paul Villemagne, presidente mundial da empresa, subsidiária do banco BNP Paribas que possui ativos de US$ 690 bilhões.
De acordo com o diretor da Cardif do Brasil, Ricardo Braga de Andrade, a empresa vai atuar no segmento de "credit life", que é pouco explorado no País. Trata-se de um seguro de proteção financeira que garante obrigações financeiras de consumidores (parcelas de pagamentos ou saldos devedores originados de mensalidades, financiamentos ou empréstimos pessoais). No caso de morte, invalidez ou desemprego, o segurado protege o segurado e o credor.
O seguro de vida e a previdência privada são os outros dois segmentos em que a Cardif atuará. "Há espaço para crescer no segmento de vida, sobretudo na área de proteção pessoal", disse Andrade, durante o anúncio do início das operações da empresa no Brasil. Há dois anos, a Cardif entrou no mercado da Argentina e do México. Em 2000, a expectativa é de cada país fature US$ 20 milhões.
Segundo Andrade, o potencial do mercado brasileiro, que cresceu 20% ao ano nos últimos quatro anos, gira em torno de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões em prêmios anuais. A expectativa da Cardif é a de atingir equilíbrio operacional seja atingido em três anos e de ter uma rentabilidade superior a 16% sobre o patrimônio líquido a partir de 2003.
Neste ano, a Cardif deve ter prêmios totais de US$ 8,4 bilhões, reservas técnicas de US$ 49 bilhões e lucro líquido de US$ 162 milhões. Segundo Villemagne, 56% do faturamento da empresa vem do mercado francês e o resto, do mercado internacional. A Itália é o segundo maior mercado da Cardif, seguido pelo Reino-Unido, Luxemburgo, áfrica do Sul, Chile e Argentina. "Nossa expectativa é a de que a América Latina represente uma parcela significativa do nosso faturamento", afirmou.

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