Nova York, 05 (AE-ANSA) - A primeira-dama dos Estados Unidos, Hillary Clinton, viajará ao Oriente Médio na próxima semana, mas evitará reunir-se com o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, ao que parece para não perder o apoio dos judeus de Nova York à sua candidatura ao Senado.
Colaboradores de Hillary disseram que a primeira-dama, que apertou numerosas vezes a mão de Arafat quando acompanhada de seu marido, o presidente Bill Clinton, teme perder o apoio dos judeus caso agendasse qualquer encontro com o líder palestino.
"Existe uma diferença entre a primeira-dama Hillary e a candidata Hillary", disse Lee Miringoff, diretor do Instituto Marist, dedicado ao estudo da opinião pública. "Agora que está em campanha por uma cadeira no Senado pelo Estado de Nova York, não quer correr riscos", afirmou.
Para James Zogby, especialista em pesquisa e presidente do Instituto árabe-americano, criticou a decisão. "É um insulto. Sei que Hillary Clinton conhece bem Arafat e que conversaram muitas vezes. Se a primeira-dama vai ao Oriente Médio e não visita o líder palestino, estará dando um sinal equivocado", disse.





