Nova Délhi, 05 (AE-ANSA) - O papa João Paulo II chegou hoje (05) de manhã a Nova Délhi, capital indiana, para uma visita oficial de três dias. O objetivo é reforçar a mensagem do Sínodo da ásia, realizado no ano passado, quando os bispos decidiram pela necessidade de reforçar a evangelização nos países asiáticos, cuja maioria não é católica.
O pontífice foi recebido no aeroporto militar de Palam, próximo à capital indiana, pelo arcebispo de Nova Délhi, Alan de Lastic, pelo núncio do Vaticano naquele país, Lorenzo Baldisseri e pelo vice- ministro de Assuntos Exteriores, Ajit Panja.
Do aeroporto, o papa foi para a sede da Nunciatura, no centro da capital, onde ficará hospedado até a viagem para a Georgia, no Cáucaso, na próxima segunda-feira.
A recepção oficial ao papa, será amanhã de manhã, no palácio presidencial Rashtrapathi Bhavan, onde ele se encontrará com o presidente indiano, Kocheril Raman Narayanan. O pontífice também terá uma reunião com o primeiro-ministro, Atal Bihari Vajpayee, com o vice-presidente, Krishan Kant, e com o ministro de Assuntos Exteriores, Jaswant Singh.
O ponto mais esperado (e controvertido) da visita do papa - a cerimônia de clausura do Sínodo da ásia - ocorrerá amanhã, às 18 horas, na catedral católica Sagrado Coração. O ritual será assistido por 200 bispos, arcebispos, cardeais e 300 convidados.
Ainda em Nova Délhi, depois de amanhã, João Paulo II celebrará missa no estádio Jawaharlal Nehru. A organização do evento aguarda a presença de mais de 60 mil pessoas. À tarde, o papa vai encontrar-se com lideranças de outras religiões.
As autoridades indianas montaram um forte esquema de segurança para prevenir protestos de hindus radicais, que exigem que o papa admita que outras religiões, além da católica, conduzem à salvação.
Esse grupo também quer que o papa peça desculpas por atrocidades que teriam sido cometidas por cristãos, no século 16, durante a Inquisição, no governo colonial dos portugueses em Goa e em outros locais do país.

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