GOLDEN, EUA, 05 (AE-AP) - Um garoto suíço-americano de 11 anos terá de enfrentar outra acusação envolvendo suposta atividade sexual com sua irmã de cinco anos.
A juíza do condado de Jefferson, Marilyn Leonard, considerou que existem evidências suficientes para que o garoto, conhecido apenas como Raoul, seja processado por violência sexual, por ter acariciado sua irmã de cinco anos, além da acusação anterior de incesto.
Promotores disseram que a segunda acusação foi apresentada porque as autoridades tiveram problemas em estabelecer provas de uma relação consanguínea entre as duas crianças, uma exigência para se provar o incesto.
Raoul foi levado ao tribunal na quinta-feira com pelo menos dois advogados e seu guardião, que foi apontado pela corte. O garoto será levado a se manifestar sobre as acusações na segunda-feira.
Uma vizinha denunciou à polícia ter visto o garoto acariciando sua irmã nua. Segundo documentos judiciais, a garota também teria dito a funcionários trabalhando no caso de outros incidentes nos quais o garoto a teria molestado.
A mãe do menino e seu padrasto têm mantido que ele apenas abaixou a calça de sua irmã para ajudá-la a ir ao banheiro. Os advogados esperavam que as acusações fossem rechaçadas e que o garoto tivesse permissão para ir para a Suíça a fim de se reunir com seus pais.
"Este menino tem mantido que é inocente e eu acredito em sua inocência", disse Arnold Wegher, um dos advogados.
O caso provocou um furor na Suíça, onde as pessoas não conseguem entender porque um garoto de 11 anos seria afastado de seus pais, algemado e detido.
A mãe e o padrasto do menino fugiram para a Suíça com seus outros três filhos assim que Raoul foi colocado sob custódia. Segundo eles, as autoridades lhes disseram que os outros filhos também poderiam ser tirado deles.
Raoul foi colocado por seis semanas num centro de detenção juvenil até que a juíza Leonard determinou no mês passado que ele fosse colocado numa casa adotiva e depois num centro de tratamento residencial.
A seção suíça da Anistia Internacional pediu hoje a seus membros para bombardear as autoridades do Colorado com cartas exigindo que elas parem de tratar transgressores da lei como adulto e que não mais algemem crianças.
A organização também expressou preocupação com "período de detenção pré-julgamento de Raoul".
Segundo o jornal de maior circulação de Zurique, o Blick, a ministra da Justiça suíça, Ruth Metzler, afirmou que ela fará o possível para levar Raoul de volta à Suíça.

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