PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de novembro de 1999
Por Hugo Marques 
Brasília, 05 (AE) - A punição dos funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não encerra o golpe da terra, pelo qual dezenas de empresas tentaram repassar ao instituto glebas que nada valem, com valor superfaturado. A Polícia Federal e a Procuradoria da República no Pará continuam investigando um grupo, formado por funcionários do Incra, advogados e consultores - alguns deles de Brasília - que convenceu empresários de todo o País, até mesmo o dono de uma empresa aérea, a entregar terras irregulares ao governo.
A maior fraude, entretanto, ocorreu no sul da Amazônia, onde um grupo de 50 empresários comprou um igarapé gigante, que incorpora terras dos municípios de Pauini e Lábrea (cidades do Amazonas), uma região miserável onde só se chega de avião ou barco. A área com que as empresas pretendiam quitar seus débitos com o INSS, segundo se apurou, foi superfaturada utilizando laudos falsos, já que não passavam de florestas nativas. Além da Teka, outras empresas estão sendo investigadas em todo o País. Grande parte está no Pará e no Sudeste do Brasil.


