São Paulo, 05 (AE) - Os policiais da Seccional Sul continuam investigando a vida do mecânico Marcos Paulo Almeida Santos, de 25 anos, para saber de que forma obteve a submetralhadora de fabricação americana que vendeu a Mateus da Costa Meira. Ele continua negando tê-la vendido. A polícia acredita que Santos seja intermediário na venda de automáticas e submetralhadoras.
O delegado Olavo Reino Francisco afirmou que as provas contra ele estão sendo obtidas e o objetivo é chegar aos responsáveis pelo contrabando das armas pesadas e de exclusividade das Forças Armadas. "Ele pode dizer o que bem quiser, mas vamos provar que ele é traficante de drogas e integrante de um grande esquema de venda de armas". O estudante de medicina foi quem denunciou Santos como fornecedor de duas armas e de munição: uma automática calibre 380, a submetralhadora e quase 400 cartuchos de calibres 380 e 9 milímetros.
Hoje, o delegado recebeu informações da prisão de Santos
no bairro da Bela Vista, na noite de 27 de julho. Ele estava na companhia de Érica Cristina da Silva, de 20, e dois menores, um com 16 e outro com 17 anos. Na bolsa de Érica os policiais encontraram uma pistola de calibre 380, com silenciador, da mesma marca e calibre vendida a Meira. Santos, que não tem habilitação, dirigia um Passat.
A mulher contou no 5.º Distrito Policial, da Aclimação, onde foi autuada com Santos, que os quatro pretendiam praticar assaltos. Santos foi autuado por porte ilegal de arma e ficou preso durante 30 dias. Teve o flagrante relaxado por não ter antecedentes criminais e respondia ao processo em liberdade. (R.L.)





