São Paulo, 05 (AE) - O advogado Eduardo Pizzarro Carnelós, contratado para defender o estudante de medicina Mateus da Costa Meira, disse hoje que é cedo para falar em exame de incidente de insanidade (avaliação de sanidade mental de um acusado de crime). Ele admitiu, no entanto, que essa hipótese não está descartada.
Hoje à tarde, Carnelós acompanhou à Delegacia Seccional Sul o oftalmologista baiano Deolino Vanderlei Meira, pai de Mateus, que foi visitar o filho. O advogado está definindo sua diretriz de trabalho. Ele vai estudar com o pai do rapaz, neste fim de semana, as medidas a ser adotadas a partir de segunda-feira. O advogado revelou que, nos contatos mantidos com Meira, o estudante mostra-se arrependido.
Carnelós disse que, se Meira tiver alguma doença mental, deve ser tratado de modo diferenciado. "Mas isso não lhe garantirá nenhum privilégio." O advogado afirmou não estar preocupado com possíveis ameaças de detentos do 96.º Distrito Policial a Meira. "Ele está em uma cela separada dos demais presos e o delegado prometeu que terá toda a segurança."

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