São Paulo, 05 (AE) - Cerca de 50 pessoas, parentes e amigos, acompanharam hoje, por volta das 10 horas, o enterro do economista Júlio Maurício Zemaitis, de 28 anos, no cemitério da Saudade, em São Caetano do Sul, SP. Zemaitis foi morto na quarta-feira pelo estudante de medicina Mateus da Costa Meira, em uma sala do MorumbiShopping.
O sepultamento começou com uma missa, celebrada na capela do cemitério pelo padre Petras Ruksky, pároco da comunidade lituana de São Paulo. O pai do rapaz, Juozafas Zemaitis, nasceu na Lituânia e veio para o Brasil há cerca de 50 anos.
"O que posso dizer, meu caro amigo? Saudade", dizia o bilhete feito por colegas, lido durante a missa. "Pois agora, meu caro, seu percurso será outro, distante fisicamente de nós." Após a leitura da carta, antes do cortejo, os parentes entoaram cantos lituanos.
Os pais estavam emocionados e evitaram comentários. Segundo parentes de Júlio, o pai, professor universitário, que sofrera um enfarte recentemente e esteve internado, ainda não pensou o que vai fazer. "Eles estão sofrendo a morte, não querem saber de comentar o fato", disse a amiga Paula Oliveira, que estudou e trabalhou com Júlio.
Paula, que havia encontrado o amigo pela última vez na semana passada, voltou a lembrar da personalidade intensa de Júlio. "Dançar, viajar, ir ao cinema; ele se divertia com tudo e fazia questão de nos alegrar, quando estávamos tristes", contou.
"Sempre alerta" - O rapaz, relatou a amiga, tinha sido recém-contratado pela empresa Xerox, após largar o emprego na DuPont para estudar no Canadá. Além disso, fazia questão de participar do grupo de escoteiros lituanos. Um "sempre alerta"
frase de ordem do grupo, foi a homenagem dos amigos ao colega no encerramento do enterro.

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