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quinta-feira, 04 de novembro de 1999
Por Sandra Sato 
Brasília, 05 (AE) - O sal de cozinha das marcas Asa Branca, Caseiro e Pirata são impróprios ao consumo humano por não conterem nada de iodo, advertiu hoje o Ministério da Saúde, com base na pesquisa feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVS) em 80 marcas de sal existentes no mercado. Outras nove marcas também estão condenadas pela agência porque possuem iodo em quantidade inferior ao fixado em lei - entre 40 a 100 mg de iodo por kilo de sal. Todos os produtos já estão sendo apreendidos. Em nota à imprensa, o Ministério da Saúde informa que cumpre a sua obrigação de alertar o público divulgando os nomes das marcas impróprias, "sem prejuízo das medidas legais cabíveis contra as empresas criminosas e irregulares".
A ANVS já determinou às vigilâncias sanitárias estaduais do Rio Grande do Sul e do Rio Grande de Norte e do Rio de Janeiro, onde funciona a sede dos fabricantes, aplicação de multa, apreensão de estoques e interdição das firmas. O ministério também ressalta que as empresas que estão colocando no mercado produto impróprio ao consumo representam menos de 1% do sal consumido no Brasil. "É importante frisar para que não se crie uma onda alarmista", recomenda o ministério na nota distribuída hoje. Desconhecida - Entre os produtos que não continham iodo em nenhuma das amostras colhidas pela vigilância, um sequer informava o nome do fabricante no rótulo. No grupo das nove marcas com nível de iodo abaixo do exigido, existe também uma sem a origem identificada. Todas as demais são fabricadas por pequenas empresas situadas no Rio Grande do Norte. Os noves marcas com teor de iodo inadequado são: Cristiane, Caiçara, Ana Sal, Tucano, Belosal, Lírio, Horizonte, Marina e Gauchão.
O Ministério da Saúde alerta que o consumo continuado do iodo é necessário para impedir doenças, como bócio e deficiências no desenvolvimento neurológico. O índice de casos de bócio entre estudantes era de 1,3%, segundo o último levantamento feito sobre a doença em 1994/95. Duas décadas antes
o índice era de 14,1%. Segundo o governo, a mistura do iodo no sal é obrigatória por lei e custa para os fabricantes menos de R$ 0,002 por quilo do produto. O Ministério da Saúde ainda lembra que supermercados e comerciantes que venderem produtos clandestinos também estão sujeitos a punições. ANVS - Na pesquisa feita pela ANVS, ao longo deste ano, outras 24 marcas de sal cumpriram irregularmente a determinação legal de adição de iodo: algumas amostras respeitavam o limite, outras não. A vigilância também apreenderá lotes dessas marcas e aplicará multas. Das 24 identificadas, apenas uma empresa é de grande porte e tem sede no Rio de Janeiro. São elas: Azteca, Mestre Kuka, Nobre, Requinte, Nave, Bom Sal, Eva, Fransal, Mar Boto, Galo, Garça, Salmonete, 5 Estrelas, Globo, Lage, Norsal, Nevado, Pax Grill, Panelão, Max, Qualysal, Caseiro, Bom Sabor e Salmix.


