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quinta-feira, 04 de novembro de 1999
Por Natalie Antar 
São Paulo, 05 (AE) - O oftalmologista Deolino Vanderlei Meira, de 61 anos, chegou à delegacia para ter o primeiro contato com seu filho Mateus da Costa Meira às 14h10. Ele estava acompanhado de um sobrinho, de nome Francisco, que é advogado em Salvador. Segundo o advogado do estudante, Eduardo Pizarro Carnelós, o pai veio para ver o que pode fazer pelo filho.
De acordo com informações da polícia, o encontro durou cerca de duas horas e foi frio. Não houve fortes abraços, beijos e emoções. De acordo com o chefe de investigação álvaro Antônio Filho, os policiais fizeram o possível para não criar constragimento. "Procuramos deixá-los à vontade durante o encontro", disse. "Ele (Meira)chama atenção por ser quieto demais, não sabemos se é estratégia da defesa ou característica pessoal."
O pai do rapaz deixou Salvador às 7h20 e chegou a São Paulo às 9h15. Ele informou, durante o vôo, que estava chocado, abalado, mas que sempre estará do lado do filho. Ontem à tarde, a seu pedido, policiais levaram roupas, óculos e outros objetos pessoais para Meira. Regalia que os presos da cela vizinha a do rapaz não têm. Ele almoçou feijão, arroz, frango e salada comprados pelos policiais em um restaurante próximo da delegacia.
Antes de viajar, o médico passou por uma clínica e estava sob a ação de tranquilizantes. Ao chegar a São Paulo visitou um amigo e conversou com o advogado antes de chegar à delegacia.


