São José dos Campos, SP, 05 (AE) - Quatro carcereiros da Cadeia Pública de Taubaté, no Vale do Paraíba, estão sendo mantidos como reféns pelos 297 detentos da penitenciária desde às 12h30, quando os presos iniciaram uma rebelião. Os amotinados reclamam da superlotação da cadeia, que tem capacidade para abrigar apenas 88 pessoas, dos maus-tratos, e exigem a transferência de pelo menos cem presos. Reivindicam, ainda, a revisão das penas, melhoria da alimentação e a presença da imprensa.
Por volta das 12h30, os rebelados começaram a colocar fogo em colchões e quebrar as janelas. Em seguida, renderam cinco carcereiros; um conseguiu escapar. Os outros quatro estão sendo mantidos no fundo da cadeia sob ameaça de morte. Algumas das 20 celas do presídio também foram incendiadas. Um número não divulgado de detentos tentou fugir, mas foi impedido pelos policiais. Cerca de 50 homens, entre policiais civis e militares
tentam controlar a situação, além das equipes do Garra e do Corpo de Bombeiros.
Transferência - Com a chegada da juíza-corregedora, Sueli Armani Zeraik, a situação se acalmou um pouco. Os líderes da rebelião, no entanto, continuam afirmando que só liberarão os reféns com vida se algumas transferências forem providenciadas ainda hoje. Os detentos dizem que a inteção é deixar a "cadeia pelada". Durante a negociação, a juíza afirmou que apenas 80 seriam transferidos hoje.

mockup