São Paulo, 05 (AE) - O agrônomo Wagner Bettiol também coordena as pesquisas que a Embrapa Meio Ambiente vem desenvolvendo sobre a aplicação de lodo de esgoto como fertilizante. De acordo com Bettiol, os biossólidos, como o produto é conhecido, constituem uma "excelente" alternativa, desde que usados dentro de critérios que garantam a segurança do meio ambiente. O principal risco, segundo ele, é a liberação de metais pesados comuns nos resíduos industriais.
Bettiol está comparando o impacto ambiental do lodo produzido na Grande São Paulo, com alto índice de industrialização, com o produto obtido a partir de resíduos produzidos em Franca, onde predomina o esgoto doméstico. Além dos riscos de contaminação, o pesquisador analisa o índice de nutrientes, o desenvolvimento das plantas, os efeitos sobre os microrganismos do solo e a fixação de nitrogênio. Os estudos já demonstraram que o lodo de esgoto oferece todos os nutrientes necessário ao desenvolvimento das plantas.
Segundo Bettiol, a transformação do esgoto em fertilizante não exige tecnologia sofisticada e pode resolver o problema da destinação dos resíduos. Atualmente, o lodo é levado para aterros sanitários ou lançado em alto-mar por meio de emissários, o que também oferece risco de contaminação ao ambiente. (C.L.)

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