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quinta-feira, 04 de novembro de 1999
Por Cleide Silva 
São Paulo, 05 (AE) - Funcionários da fábrica da General Motors em São José dos Campos ameaçam entrar em greve na próxima semana. Hoje, em reunião com representantes da montadora, não houve acordo sobre o reajuste salarial e a redução da jornada de trabalho. A GM manteve sua proposta de aumento de 4,83% (índice que equivale a um aumento de 9,57% descontando a antecipação dada no início do ano).
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antonio Donizeti, abandonou a reunião e informou que no domingo haverá assembléia na sede da entidade para definir a data da paralisação.
Também participaram do encontro diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul. Eles farão assembléia na terça-feira para avaliar a mesma proposta. Segundo Donizete, os trabalhadores de São José não aceitam o sistema de banco de horas que a empresa quer introduzir naquela fábrica, a exemplo do que já ocorre na unidade do ABC. O banco prevê semana de 42 horas em São Caetano, mas o turno atual está em 38 horas por conta de redução na produção. Em São José, a carga semanal foi mantida em 44 horas.
A proposta da montadora é de reduzir a carga para 40 horas nas duas fábricas, mas com o banco de horas. A fábrica de São José emprega 8.700 pessoas e produz Corsa, Blazer e S10. Também saem de lá os motores e os câmbios que equipam os modelos fabricados em São Caetano. "Se a fábrica de São José parar, após alguns dias São Caetano também pára por falta de componentes", disse Turíbio Liberato, coordenador do escritório da Federação dos Metalúrgicos da CUT no ABC.


