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quinta-feira, 04 de novembro de 1999
Por Gustavo Alves 
Rio, 05 (AE) - O ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, defendeu hoje a isenção de impostos para a indústria naval brasileira - um benefício que já está em vigor, segundo o presidente do Sindicato Nacional da Indústria Naval (Sinaval), Omar Perez. A defesa foi feita na posse da nova direção do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, em São Cristóvão, na zona norte.
"Hoje a carga fiscal dos estaleiros é tão grande que as empresas preferem comprar navios no exterior", afirmou Dornelles, em seu discurso. Mais tarde, no entanto, Perez lembrou que os estaleiros já têm isenção do Imposto sobre Produtos Industriais (IPI), do governo federal, e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), concedido pelo governo do Rio de Janeiro, onde está concentrada a maioria dos estaleiros.
"Dornelles estava se referindo à marinha mercante", interpretou o presidente do Sinaval. De fato, o ministro também deu a entender, em seu discurso, que a medida deveria ser estendida para os armadores - apesar de todos os outros pronunciamentos no evento pedirem atenção para as empresas de construção de navios. Mas depois, em entrevista, Dornelles insistiu que a política fiscal "dos estaleiros" tem de ter o mesmo tratamento dos paraísos fiscais.
Marítima - No evento, Perez alertou que a Petrobras pode prejudicar sua imagem no mercado internacional com o cancelamento das plataformas petrolíferas encomendadas à empresa. Ele afirmou que a estatal havia autorizado, em documento assinado pelo então superintendente executivo de Exploração e Produção, a extensão do prazo de construção das plataformas em 540 dias. "É um problema que vai ter repercussões incomensuráveis porque, mais uma vez, é o Brasil quebrando um contrato", alertou Perez, que informou ser sócio da Marítima em alguns negócios.


