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quinta-feira, 04 de novembro de 1999
Por Viviane Mottin 
São Paulo, 05 (AE) - O aumento do consumo aparente de resinas sintéticas pelos transformadores de plásticos no mercado interno, este ano, deverá ser da ordem de 5% a 6%, informa o setor produtivo de termoplásticos (segunda geração petroquímica). Isso significa que o parque industrial formado por 5.160 empresas fabricantes de produtos plásticos deverá consumir 180 mil toneladas de resinas a mais do que no ano passado - o equivalente à produção média de uma unidade petroquímica brasileira.
Esses são apenas os números do mercado interno, reiteram fontes do setor de segunda geração, confirmando a expectativa da Abiquim de que o crescimento total de vendas das resinas termoplásticas (incluindo as exportações), este ano, deverá chegar a 10% sobre as 3,127 milhões de toneladas comercializadas em 1998 - 2,559 milhões toneladas para o mercado interno e 568,8 mil toneladas exportadas.
A Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), no entanto, está recebendo reclamações de alguns de seus sócios sobre a escassez de resinas como PVC (tubos, conexões, fios e cabos), PS (descartáveis), PEBD (embalagens e sacolas flexíveis) e PP (embalagens rígidas) no mercado brasileiro. A explicação dada à Abiplast, pelas indústrias de resinas é que a falta de matérias-primas se deve ao atendimento de contratos de exportação fechados desde o início do ano - quando o maior abalo ao Plano Real minava de incertezas as vendas no Brasil. A busca por preços melhores das resinas no mercado externo, analisa a Abiplast, também deve ter empurrado as matérias-primas para fora do País.
A Abiquim ainda não consolidou dados sobre vendas de janeiro a outubro. Mas, até setembro, os números haviam superado em quase 8% o resultado do mesmo período do ano passado. E a tendência confirma a alta. Praticamente todos os segmentos estão em pico de demanda, a exemplo dos de tubos e conexões de PVC (policloreto de vinila); de adubos e fertilizantes embalados em sacaria de ráfia (polipropileno - PP) e bombonas (polietileno de alta densidade); e sacolas usadas pelo comércio (polietileno de baixa densidade - PEBD e, eventualmente, de alta densidade - PEAD ou a mistura dos dois).
A expectativa do comércio sobre um final de ano aquecido e o temor dos produtores de artefatos plásticos sobre novos aumentos de preços das resinas - e a falta delas -, são outros ingredientes que incrementam ainda mais a receita de vendas das indústrias de segunda geração, que trabalha a mais de 90% da capacidade.
Segundo a Abiplast, o PVC está em falta mesmo, porque é nesse momento que as indústrias de tubos, conexões, fios e cabos de baixa tensão se preparam para atender a construção civil que, a partir de janeiro (temporada de chuvas), instala a infra-estrutura interna das obras.


